quarta-feira, 17 de março de 2010

Relações entre o Paradigma Biomédico e a prática pedagógica

Estabelecer uma relação entre prática pedagógica - em qualquer componente curricular Biomédico denunciado por Capra (1978) é mais simples do que pode parecer.

Paradigma refere-se a modelo. Nesse sentido, o termo indica um modelo de medicina alinhado aos valores epistemológicos gerados nas Ciências Biológicas. Falamos aqui nos séculos XVI e XVII, a essência deste modelo gira em torna da quantificação dos resultados obtidos em pesquisas e intervenções junto aos diferentes grupos societais. Naquela época a Medicina se destacou no meio científico e social, passaram a ditar regras para o bem viver, sempre com inspirações no modelo tradicional de ciência.

Com o passar dos anos novas epistemologias foram criadas, e os valores que outrora eram absolutos passaram a sofrer severas críticas. Com a medicina não foi diferente. As críticas, para variar, oriundas das ciências humanas demonstravam a desumanização das práticas adotadas pelos médicos...

Prática pedagógica no próximo post. Agora não da tempo.



quarta-feira, 10 de março de 2010

Estaleiro

Nesta semana vou ficar de molho por quatro dias. Estou com uma dor daquelas na região lombar.
A visita ao hospital revela o quanto somos prejudicados com o nosso modus vivendi, essa dor na região lombar me acompanha há alguns meses. Um dor irritante, que acaba com o meu bom humor.

Chegando ao hospital tomei aquele bom e velho chá de cadeira, quando finalmente entrei no consultório médico fui perguntado sobre os sintomas da dor. Desabafei... o médico olhou para o meu rosto e receitou dois remédios para dor. Remédio para dor? E os exames? Após pergunta-lhe ouvi a pior resposta possível: tome o remédio por uma semana, se a dor voltar me procure e nós marcamos uma ressonância magnética.

Capra (1978) veja bem 1978 denuncia o modelo biomédico de ciência como algo ruim para o ser humano. A maior preocupação não é o humano, outrossim, a doença. Este modelo culminou em algo pior, não se apura qual o motivo da doença, trata-se os sintomas.

Imagine uma dor insuportável na mão. Se você procurar um médico, pode ser que ele trate primeiro dos anéis que estão em seus dedos para depois olhar para sua mão.


quinta-feira, 4 de março de 2010

Soninha na TV Lance!

Sou fã declarado da Soninha Francine. Admiro sua visão de mundo e o modo como ela a explana. Não concordo com tudo, é claro. Porém acredito muito mais nela do que nos outros políticos.

Segue o link de uma entrevista cedida ao jornalista Benjamim Back, vale a pena conferir.

http://www.lancenet.com.br/multimidia/papocombenja/?vid=294c1088-200e-4d8a-99e5-e25b1468069e

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Quando eu terminar o mestrado...

Quero ter uma liberdade que jamais tive...
Quero ouvir mais músicas...
Pensar menos na CAPES...
Estudar mais sobre mais coisas...
Ir ao estádio assistir um jogo do corinthians...
Me preocupar menos, viver mais...

Hoje consigo perceber que nada na minha vida aconteceu por acaso, os sucessos e insucessos derivam de minha história, minha trajetória. Estou aqui escrevendo tentando unir forças e partir para a última empreitada em minha dissertação de mestrado antes da correção atenciosa, carinhosa e crítica da minha orientadora Vilma Nista.

Percebo que meu maior acerto foi o meu maior erro. Não seria feliz na carreira se não tivesse ingressado no mestrado como o fiz. Sob críticas e desconfianças daqueles que imaginam que o mestre precisa ter mais de trinta e cinco anos. Ao mesmo tempo sinto falta de tudo aquilo que uma pessoa de vinte e três gostaria de fazer... Há uma boa notícia, o processo está no fim! Não quero partir diretamente para doutorado, quero viver um pouco mais: viajar com a namorada, beber cerveja com os amigos, dar mais atenção aos meus alunos... Enfim, tirar esse peso das minhas costas.

Depois falo do futuro, agora tenho que terminar minha dissertação.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Dar Aula Cansa!

Dar aulas não cansa! Cursei a licenciatura em Educação Física ouvindo esta frase. Cansa é ver os alunos desinteressados na aula, sem ler sequer um texto relacionado à disciplina. Cansa o trânsito, cada vez mais caótico na cidade de São Paulo. Cansa o relacionamento com os coordenadores de curso, com os funcionários da segurança. Mas dar aula, isso não cansa mesmo.
Nesses poucos anos de experiência que acumulo percebi algumas coisas. Uma delas é que as discussões com superiores e colegas professores são coisas da profissão, portanto, da aula. O cansaço que provém do trânsito aparentemente irremediável da capital paulista são coisas da profissão, portanto, da aula. Os alunos, desinteressados, que nos dão trabalhos e nos levam a profundas reflexões sobre nossa prática pedagógica, além de testar como poucos nossa paciência existem, são coisas da profissão, portanto da aula.
Em outras palavras dar aulas cansa, e muito. É gostoso, gratificante quando da certo, é bom. Estar em contato com os alunos, criar laços afetivos com turmas inteiras, chegar a escola e sumir no meio de dez, vinte, trinta crianças que abandonam suas carteiras para correr e te abraçar, é maravilhoso.
Mas não se enganem, dar aula cansa e muito!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Aquecimento

Hoje foi dia de atribuição. Para quem não sabe na rede estadual de ensino existe um processo de atribuição das aulas disponíveis em cada unidade escolar. Os professores concursados, ou melhor, os titulares de cargo efetivo - conhecido como efetivo - têm preferência na atribuição. Como sou efetivo pude atribuir minhas aulas hoje. Neste ano vou trabalhar com duas segundas séries, três terceiras, quatro quartas e uma sexta série.
A atribuição para os efetivos é tranquila. O momento mais desgastante desta fase é a atribuição para os professores que não são concursados - chamados de OFA. Esses professores tiveram que prestar uma "provinha" no fim do ano letivo de 2009. Alguns se deram bem outros, nem tanto. Muitos deles correm o risco de terem sua carga horária diminuída para 12 horas semanais a serem cumpridas do modo como a diretoria da unidade escolar melhor entender.
Isso tem gerado muitas irritações nesses professores. Para dizer a verdade não tenho um posicionamento definitivo em relação a este assunto. Não será fácil resolver este problema. Considero que há um número excessivo de professores contratados em caráter temporário na rede de ensino. Alguns defendem a efetivação compulsória desses professores, mas, sempre me pergunto se essa é a saída...

sábado, 30 de janeiro de 2010

Está chegando a hora



Equanto algumas pessoas começam a se preparar para o carnaval, organizo minhas coisas e meu espírito para voltar ao trabalho.
Em 2010 inauguro meu quarto ano como professor de Educação Física na rede estadual de ensino, o terceiro como efetivo no cargo - em 2007 trabalhei como eventual.
Tudo indica que este ano será melhor que os outros. Pela experiência que pude adquirir nos anos anteriores; pela melhora nas condições da escola e, sobretudo, por eu conhecer os alunos e eles me conhecerem. Acredito que isso é fundamental.
Vamos ver como será...